quarta-feira, 5 de junho de 2013

Curta-Metragem NORTEncontra o teu - Projecto Final




Grupo de trabalho - Carolina Barbosa, Filipa Oliveira, Joana Teixeira e Madalena Monteiro
Género - Drama/Suspense 
Baseado - Conto "Uma Esplanada Sobre O Mar", de Vergílio Ferreira
Duração - 16' 55''
Elenco - Madalena Horta, Duarte Laranjeira e Madalena Monteiro
Vozes - Filipa Oliveira, Bruno Branco Lopes e Micá Costa
Argumento - Carolina Barbosa, Filipa Oliveira, Joana Teixeira e Madalena Monteiro
Produção - Memorial Films
Edição - Carolina Barbosa, Filipa Oliveira, Joana Teixeira e Madalena Monteiro
Programas - Sony Vegas e Audacity

Introdução

Este trabalho teve como fim, desenvolver as nossas capacidades a nível de trabalho audiovisual, de forma a aprendermos a filmar/captação de imagens (de acordo com várias perspectivas/planos, iluminação, entre outros), montar, a trabalhar com o som, entre outros.
Como ideia principal, partimos desde o princípio com facto de tentarmos criar algum suspense e causar uma grande reviravolta na história.
Em relação às nossas expectativas sobre este projecto, acho que as conseguimos alcançar.

Argumento

A primeira cena passa-se no cemitério antes da introdução. Vêem-se as mãos de alguém que pousam uma flor/ ramo de flores numa campa, no entanto o espectador não sabe a quem pertencem as mãos e poderá pensar que se trata da campa de João, namorado de Maria.
Posteriormente, inicia-se a introdução onde várias fotografias aparecem com o intuito de mostrar a vida de Maria e do seu “falecido” namorado, a infância de cada e as suas realidades recentes. Apresentamos a vida de Maria como sendo uma vida de excessos. Levamos o espectador a pensar que se encontra nesta situação para se consolar em relação à morte do namorado.
Numa chegada a casa tardia, Maria, que foi sair, encontra a mãe inquieta à sua espera na sala. Esta chama-a e tem uma conversa seria com a filha chamando-a à atenção sobre a difícil fase que esta está a atravessar. Damos a entender que a mãe está a falar sobre a "morte" do seu namorado. Porém, a conversa que estas têm é relativa à doença da qual Maria sofre. No dia seguinte de manhã, pressionada por saber que lhe restam apenas 3 meses de vida e desorientada pelo rumo que leva, começa a pensar sobre a sua vida e de como há-de aproveita-la. Por isso, começa a arrumar várias coisas suas dentro de uma mala de viajem e vai-se embora de casa com o intuito de encontrar a sua paz interior.            Abandona a família, os amigos, a vida social, a escola e especialmente o namorado (apesar do espectador não o saber – pensando que este se encontra morto), para que estes não sofram após a sua própria morte.
Maria chega então a Vila da Ericeira. Sai do autocarro que a levou até lá e dirige-se para a sua casa de férias onde passou, juntamente com a sua família, férias durante a sua infância. Quando entra, vê como a casa está desarrumada e suja. Decide então limpar a sala.
Nos dias seguintes à sua chegada, começa a encontrar na praia o que procurava. O barulho das ondas, a presença das gaivotas, a liberdade, a leitura, o encanto do pôr-do-sol, as noites primaveris, a pintura, a esplanada à beira-mar, a música… Serão estes os elementos cruciais para encontrar o seu equilíbrio e a aceitação perante a morte, sentindo-se livre e bem consigo mesma como nunca antes sentira.
Nesta situação, Maria percebe que precisa de se libertar e começa a escrever cartas, na habitual esplanada onde costuma estar. Utiliza-as como um diário exprimindo os seus sentimentos, não na esperança de que as suas cartas fossem respondidas mas simplesmente tentando expulsar os seus “fantasmas”. Acaba por deixar a primeira carta debaixo do café, arruma as coisas e vai-se embora.
No dia seguinte, voltando à esplanada do costume e sentando-se no seu lugar de preferência, acaba por receber do empregado uma carta anónima de resposta à sua – alguém terá encontrado a sua carta e respondido, dando a carta-resposta ao empregado para lhe entregar no dia seguinte.
Espantada com o acontecimento, Maria acaba por responder também à carta do seu correspondente misterioso. Após alguns dias onde várias cartas são trocadas entre Maria e o anónimo, ela acaba por se despedir. Damos a entender aos espectadores que Maria se sente finalmente restabelecida e que se despede e agradece o apoio do “desconhecido” que a tem ajudado a ultrapassar o seu desgosto. Mas a realidade é que o correspondente não é um estranho como esta pensara, trata-se de João, o seu namorado que, não encontrando outra maneira de a apoiar (sendo que Maria se isolou propositadamente, desejando afastar-se do namorado e de todos), fê-lo nas cartas. 
Vê-se Maria a andar pelas rochas e essa é a última vez que se vê a personagem, é o seu final.
Morre alguns dias depois. O espectador é enganado na medida em que pensa que João está morto desde o início da trama sendo confrontado com o final inesperado da morte de Maria. João tem estado sempre presente e a tragédia só se dá no final quando este aparece, pondo uma flor na campa da amada e a última carta que esta nunca chegou a ler.

Guião


Cena
Planos/Imagem

Lugar/Tempo/Acção
Diálogos/Comentários
Música/Som/Efeitos Sonoros

1

Plano Pormenor

Lugar: Cemitério
Tempo: a meio da tarde
Acção: uma mão coloca uma flor numa campa, não se percebendo de quem é e quem foi a pessoa que morreu recentemente

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

2

Introdução: Plano de Pormenor; Fotografias

Lugar: Quarto de Maria
Tempo: ------------
Acção: são mostradas várias fotografias dos actores juntos e também de quando eram pequenos, dando a entender que é alguém que as está a ver enquanto anda

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

3

1 - Plano Geral da sala
2 - Plano Pormenor da chávena
3 - Plano Pormenor da acção
4 - Plano Pormenor da boca da mãe
5 - Plano da mãe vista de cima
6 – Plano Pormenor da mão impaciente

Lugar: Casa da Maria – sala de estar
Tempo: de madrugada
Acção: mãe de Maria espera, por ela ansiosamente na sala;
1 – mãe de costas a ler revista
2 – mãe levanta a chávena
3 – mãe a beber chá
4 – vista da boca da mãe
5 – mãe vê as horas no relógio de pulso
6 – mãe bate o dedo impacientemente na mesa

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

4

1 - Plano Pormenor da chave na porta
2 - Plano Geral do hall da casa
3 – Plano Geral da sala – mãe de costas

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Chegada a casa após noitada, alterada;
1 – coloca chave na porta
2 – Maria abre a porta e entra em casa, deixa cair a chave e dirige-se para o seu quarto, mas antes de chegar ao corredor é surpreendida pela mãe que a espera na sala e a chama
3 – mãe esta sentada num sofá, de costas, quando chama a filha

 Diálogo:
3 - Mãe: “Maria, chega aqui por favor!”


Som directo

5

1 – Plano Travelling de aproximação
2 – Plano Geral da sala
3 – Plano Geral da sala

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Maria dirige-se para a sala, recostando-se no sofá
1 – caminho de Maria até a sala/sofá
2 – Maria está deitada no sofá com os pés por cima da almofada e é repreendida pela mãe; diálogo entre mãe e Maria
3 – Maria levanta-se do sofá, beija a mãe na testa e vai para o quarto

 Diálogo:
2 – Mãe: “ Tira os pés do sofá Maria! Até parece que não sabes como as coisas funcionam cá em casa. Já te disse que não podes chegar tão tarde… Já viste as horas? E o estado em que estás? É perigoso, o mundo está virado ao contrário!”
Maria: “Sim, de facto, o mundo está virado ao contrário!”
Mãe: “Filha…. Eu sei que custa, é difícil para ti tal como é para todos. Por favor não desistas, tens de ser forte.”
Maria: “Boa noite mãe.”

Som directo


6

½ - Plano Geral do quarto
3 – Plano de costas
4/5/6 – Plano Geral do quarto
7 – Plano Pormenor da mala
8 – Plano Pormenor dentro da mala
9 – Plano Picado


Lugar: Casa da Maria – quarto de Maria
Tempo: de manhã
Acção: Maria está deitada na cama a pensar
1 – movimentos sucessivos na cama
2 – Maria senta-se e recosta, pega num livro e lê
3 –  Maria a ler
4 - fecha o livro, atira-o para os pés da cama e olha para a janela
5 – manda os lençóis para trás e senta-se a beira da cama
6 – levanta-se de repente e vai buscar um mala antiga, pousando-a na cama
7 – abre a mala
8 – Maria atira diversas coisas pessoais (roupa, chinelos, pasta de dentes, chapéu, etc.) apar dentro da mala
9 – mala cheia e aberta em cima da cama, Maria fecha a mala e pega nela

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Som directo

7

1 – Plano Lateral
2 – Primeiro Plano/Frontal
3 – Plano Fixo
4 – Plano Pormenor
5 – Plano Geral exterior

Lugar: Autocarro
Tempo: a meio da manhã
Acção: Maria está no autocarro em andamento partindo para Ericeira
1 – Maria está sentada a olhar para a janela a ouvir música
2 – Continuação da acção do plano anterior, noutra perspectiva (plano)
3 – vista da paisagem em movimento, através da janela do autocarro
4 – vista do interior do autocarro através das pegas
5 – Maria sai do autocarro com a mala e as portas fecham-se

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Som directo

8

1/2/3 - Plano Geral/Fixo


Lugar: Vila da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega ao seu destino, caminha pela vila até chegar a casa
1 – Maria caminha
2 – continua a caminhar, encontra um cão e pára para lhe fazer uma festa
3 – continuou o seu caminho passando junto a praia, parou para olhar o mar e depois continua

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Efeitos Sonoros
(cão a ladrar, pessoas a falar na rua, barulhos de rua)

9

1 – Plano Panorâmica Vertical do prédio
2 – Plano Geral/Fixo interior do prédio
3 – Plano Pormenor do tapete de entrada

Lugar: Prédio 
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega a casa
1 - vista descendente do prédio onde Maria vai ficar, chegada da personagem a porta do prédio
2 – Maria vai subindo as escadas do prédio
3 – Maria pousa a mala, limpa os seus pés no tapete da entrada da casa, abre a porta, pega na mala e entra

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Som directo

10

1/2/3 – Plano Geral

Lugar: Casa da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria entra na sala de estar e observa como tudo está sujo
1 – entra na sala, pousa a mala, dirige-se a janela, abre-as e observa a vista
2 – de seguida começa a tirar os lençóis que envolvem a mobília, entrando e saindo da sala, põe as   almofadas no sofá, varre o chão e limpa o pó dos móveis
3 – finalizada a tarefa senta-se no cadeirão cansada

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Música: “Taylor”
Autor: Jack Johnson

11

1 – Plano Pormenor

Lugar: -------------------
Tempo: fim da manhã
Acção: é mostrada um aplaca onde está escrita uma frase


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Som directo

12

1/2/3/5 – Plano Americano de Frente e de Perfil 
4 – Plano de Pormenor do caderno e mão


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 - Maria está sentada na esplanada a ler um livro. O empregado aproxima-se e traz-lhe um café
2 – Maria paga ao empregado, agradece o café e este sai de cena
3 – acaba de beber o café, pega num caderno e começa a escrever
 4 – é visível o que Maria está a escrever no  caderno
5 – acaba de escrever a acarta e deixa-a de baixo do café, arruma as coisas e vai se embora












Voz Off:
4 – “Nunca reparaste que há certas coisas que nós já vimos muitas vezes e que de vez em quando, é como se fosse a primeira? Nunca ficaste muito tempo a olhar para o mar? Eu já…” Maria

Som directo








13

1 – Plano Geral
2 – Plano Picado

Lugar: em frente a praia
Tempo: outro dia de manhã
Acção:
1 – Maria está sentada num banco em frente a praia
2 – vê-se o que Maria esta a desenhar no seu diário gráfico

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14

1 – Plano Pormenor
2 – Plano Americano Frontal
3 – Plano Pormenor da cara de Maria
4 – Plano Pormenor às mãos
5 – Plano Americano


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – Maria está de costas. Abre um livro de Vergílio Ferreira e lá dentro encontra uma fotografia dela com o namorado
2 – Maria está a ler e recebe uma carta do empregado
3 – lê a carta
4 – Maria escreve uma carta de resposta aquela que recebeu
5 –coloca a carta debaixo do café e coloca os óculos de sol

Voz Off:
3 – “Não há nada mais igual do que o mar ou o lume e a gente não se cansa de os ver ou ouvir. É preciso que se esteja disposto para achar a diferença nessa igualdade posso olhar o mar e não reparar nele porque já o vi, mas posso estar horas a olhar e não me cansar da sua monotomia. Qualquer que seja a razão que te tenha feito afastar

de tudo não significa que estejas só.” João

“Mesmo as coisas mais banais são diferentes se alguma coisa de importante se passou em nós. Hoje descobri a ironia de escrever por puro prazer e ser descoberta por alguém! O que um café pode despertar… Mas porque vieste?” Maria

15

1 – Plano Pormenor da mesa da esplanada
2 – Plano Americano
3/5/6  – Plano Travelling
4 – Plano Pormenor do livro e da carta

Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – são postos vários objectos durante vários dias diferentes em cima da mesa da esplanada para onde vai escrever
2 – Maria escreve as respostas
3 – No último dia sai de dentro do café e dirige-se para a esplanada, para a sua habitual mesa e senta-se
4 – vê-se o livro e a carta que recebeu
5 – Maria está a andar pelo paredão junto à praia e senta-se num banco observando o mar
6 – Maria está a andar nas rochas

Voz Off:
“Se é coisa mesmo importante tudo se transfigura em nós. Porque vim? Há coisas que é difícil dizerem-se, é preciso que tudo esteja de acordo e as tuas palavras despertaram algo em mim…” João

“Tudo pode estar de acordo a qualquer hora menos essa banalidade ridícula que é a morte quando chega sem aviso prévio. O mais triste é quando não só nos leva a nós como também uma parte de quem nos ama. Mas no entanto a morte é a única verdade perfeita.” Maria 

“Tudo é erro, há uma coisa que não o é e é disso que não se pode falar… Mas então o que seria a vida sem a morte? Olharíamos para o mar, para o lume, uma flor ou um pássaro nunca encontrando diferença na sua banalidade!” João

“A vida é a única coisa em que se pode acreditar. Mas a estupidez é nossa porque a vida tal como a conhecemos não devia ser verdade! Vivemos superficialmente! Julgamos os outros por não serem como nós e julgamo-nos a nós por não sermos como os outros. Não damos valor ao que realmente importa. Se isto é avida, não quero mais vivê-la assim….” Maria

“A mudança faz parte da vida e está sempre ao nosso alcance. Preferes desistir do que enfrentar a mudança? Está uma tarde cheia de sol, as águas brilham até ao limite do horizonte e agora mesmo um barco à vela passou pela estrada de lume. O ar está quente mas já reparaste como a brisa do mar quase não chega aqui? A vida é feita de pequenos nadas e eu continuo a pensar em ti….” João

“Tudo agora me parece diferente, mais belo talvez. Deve ser do olhos limpos com que te vejo hoje! Creio que vou viver agora mais intensamente. O céu está muito azul e o mar muito límpido. Incrível não é?” Maria

Som directo



















































































Música: “Soldier On”
Autor: The Temper Trap


16















17

1 – Plano Geral do mar















1 – Plano Americano
2 – Plano Panorâmico
3 – Plano Geral
4 – Plano Panorâmico Ascendente

Lugar: Ericeira
Tempo: à tarde
Acção: filmagem do mar a andar para trás












Lugar: Cemitério
Tempo: à tarde
Acção:
1 – vê-se uma campa e uma rapaz a aproximar-se, ajoelhando-se e colocando uma flor e uma carta
2 – vê-se o cemitério e o rapaz a chorar
3 – o rapaz anda em direcção à câmara triste fumando um cigarro
4 – vê-se as árvores do cemitério



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Música: “Soldier On”
Autor: The Temper Trap












Música: “Soldier On”
Autor: The Temper Trap


Conclusão

Adorei realizar este trabalho, pois foi uma experiência diferente e inovadora. Através dele pude aprender mais coisas a nível audiovisual. A parte que mais gostei, foi sem dúvida a das filmagens. Adorei trabalhar com o meu grupo, e quero desde já agradecer-lhes por me terem incluído no mesmo! Acho que o resultado final, ficou muito bom, sendo a nossa curta amadora, e também a primeira de todas nós. 

Sneak Peek

http://www.youtube.com/watch?v=0X2Zb0WpHgk

Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=TdnFyhY0C2s


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